Por televisor

Philips OLED810: o que traz de fábrica e o que se lhe pode tirar

· 6 min de leitura

Ficha visual do Philips OLED810 com os dados principais
Philips OLED810: os dados que definem o aparelho
Ficha técnica
Ano2025
SistemaGoogle TV sobre Android 14
Resolução4K UHD
PainelOLED EX
Frequência120 Hz nativos, VRR até 144 Hz
Brilho1.300 nits medidos em Filmmaker, 215 em ecrã completo
HDRDolby Vision, HDR10+ Adaptive, HDR10 e HLG
Memória3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento
Som70 W em 2.1; o de 42" fica-se pelos 50 W
ProcessadorP5 AI de nona geração
Ligações4 HDMI, dois deles 2.1 a 48 Gbps
Tamanhos42", 48", 55", 65" e 77"

Comecemos pelo aviso, porque é o que mais tempo poupa: nem todos os Philips levam Google TV.

Na mesma gama e do mesmo ano, o OLED810 leva Google TV e o OLED760 leva Titan OS, que é o sistema próprio da Philips e não tem nada que ver. Parecem-se no nome, estão na mesma loja, na mesma prateleira, e levam sistemas diferentes. Se tentar aplicar o desta página a um OLED760, não vai encontrar um único dos nomes que aqui aparecem, porque nesse não há ADB que valha.

Verifique primeiro no aparelho qual tem. Depois continue a ler.

O que é, em duas linhas

Um OLED de 2025 com painel OLED EX, 120 Hz nativos e VRR até 144 Hz, governado pelo processador P5 de nona geração. No modelo de 65 polegadas mediram-se cerca de 1.300 nits de pico em modo Filmmaker e 1.500 no modo mais luminoso; em ecrã completo, 215 nits, que é o normal num OLED e o que convém saber se a sala tem muita luz.

A Philips declara 1.500 nits, mas só para os modelos de 55, 65 e 77 polegadas. Os de 42 e 48 não lá chegam. O mesmo se passa com o som: 70 W em quase toda a gama, 50 W no de 42 polegadas. Comprar o pequeno a pensar que é o mesmo televisor mais pequeno é um erro que custa dinheiro.

Por dentro, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento, dos quais ficam livres uns 17 ou 18 depois de configurar o Google TV. É folgado.

O Ambilight não é uma aplicação

Convém dizê-lo porque é a razão pela qual muita gente compra Philips e porque gera dúvidas sempre que alguém pensa em limpar o televisor.

O Ambilight —as luzes traseiras que seguem o que está no ecrã— está no firmware, por baixo do Google TV. Não é um pacote da lista, não aparece quando enumera as aplicações e nenhuma limpeza que faça o pode estragar.

Existe, sim, uma aplicação de telemóvel para o controlar, e há integrações com sistemas de iluminação de terceiros que são aplicações e se podem tirar. Mas o Ambilight em si, o que se acende quando liga o televisor, continuará lá faça o que fizer.

Como saber se esta ficha é a do seu televisor

Em Definições → Sistema → Acerca de aparecem o modelo e a versão do Android, que aqui é a 14. Com o ADB ligado, getprop ro.product.model e getprop ro.build.version.release dão o mesmo sem andar pelos menus.

E esse segundo dado é o que fecha a dúvida do princípio: se o seu televisor não disser ter Android, não leva Google TV, e esta página não é a sua.

O que traz de fábrica

O da Google. O lançador (com.google.android.tvlauncher), o motor de recomendações (com.google.android.tvrecommendations), a pesquisa por voz (com.google.android.katniss) e os serviços (com.google.android.gms). É a camada que decide o que vê ao ligar.

O da Philips. Aplicações próprias do fabricante: o assistente de configuração, alguma ferramenta de conteúdo, e as integrações do Ambilight com iluminação externa. Os nomes exactos mudam entre versões de firmware, por isso liste as suas em vez de copiar uma lista da internet.

O dos outros. Netflix, Prime Video, Disney+ e companhia chegam instaladas por acordo comercial, não porque o televisor precise delas. Em muitas unidades, ainda por cima, com botão próprio no comando.

Ilustração. Decorativa: os detalhes estão nos diagramas do texto.

O que sai sem grande pensar

As aplicações de streaming que não usa. Com 32 GB o espaço não é o problema, mas o resto é: actualizam-se sozinhas, aparecem na linha de recomendações e falam com os seus servidores. Se amanhã se inscrever, reinstalam-se da loja em dois minutos.

Os canais de conteúdo gratuito que enchem o ecrã inicial são o segundo caso claro.

O que convém olhar antes

O motor de recomendações. Tirá-lo deixa o ecrã inicial limpo, mas também esvazia a linha de «continuar a ver», que numa casa com várias pessoas faz falta.

E antes de tocar em qualquer pacote, entre nas definições de privacidade do próprio televisor e veja o que está a partilhar. Dali reduz-se bastante, sem ADB e sem risco nenhum.

O que não se toca

Os serviços do Google Play. São a base da loja, das contas e de boa parte das aplicações. Sem eles o televisor arranca e pouco mais.

O lançador, enquanto não tiver outro instalado e a funcionar. Um televisor sem lançador liga num ecrã preto, e resolver isso só com o comando é bastante mais difícil do que ter pensado nisso antes.

Tudo o que comece por com.android. sem saber o que é: com.android.systemui é a interface do sistema e com.android.settings são as próprias definições.

E qualquer coisa relacionada com HDMI ou com o controlo de aparelhos externos. Neste modelo importa mais do que o normal, porque só os HDMI 1 e 2 são 2.1 a 48 Gbps; os outros dois são 2.0, e o eARC está no 2. Se ainda tiver consola, essa porta está a fazer dois trabalhos.

O que se nota de verdade

O ecrã inicial deixa de lhe propor séries de serviços que não tem. Desaparecem as notificações de conteúdo. E o televisor responde um pouco mais cedo ao comando nos primeiros segundos depois de ligar.

O que não muda: o painel, o brilho, o processamento do P5, os 120 Hz, o som nem o Ambilight. Nada disso depende das aplicações instaladas.

Tudo isto se desfaz

Nada do que aqui se explica é permanente. Os pacotes desactivados a partir do ADB voltam com um comando, e uma reposição de fábrica devolve o televisor exactamente ao estado em que saiu da caixa.

Aqui não se toca no sistema: apenas se diz ao televisor que não carregue algo que já lá está instalado.

Se tem um

A lista de aplicações do seu OLED810, tal como o aparelho a devolve, é a única coisa que falta para fechar a sua ficha no directório. E se tiver o OLED760, mande também a dele: serve para deixar documentado, com dados, em que se distinguem dois televisores que na loja parecem o mesmo.

Tudo o que está aqui aplica-se a um aparelho que lhe pertence, e toda a desinstalação é reversível. Os limites deste projecto: O que fazemos e o que não