Pens HDMI baratas: o que trazem e o que se pode tirar
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| Strong LEAP-NOVA (CXR) | 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento |
|---|---|
| Strong LEAP-S3 PRO (RMQ) | 4 GB de RAM e 32 GB de armazenamento |
| Strong LEAP-S4 (YYC) | 2 GB de RAM e 64 GB de armazenamento |
| Strong LEAP-NEVE e Blaupunkt BPTV30 (KHH) | 2 GB e 8 GB, mesmo Realtek RTD1325 |
| Strong SRT41 (YYT) | 2 GB de RAM e 8 GB de armazenamento |
| Strong LEAP-S3 e Thomson LEAP-S3+ (YDA) | 2 GB de RAM e 16 GB |
| Strong LEAP-UNA+ (BKK) | 1 GB de RAM e 8 GB; só Full HD |
| techBITE Flix TV Box (DV8219) | 2 GB de RAM e 8 GB, Android TV 8.0 |
| Hykker Smart Box (DV8038) | 1 GB de RAM e 8 GB, Android TV 8.0 |
| BOXY 4K Android TV Box (YYC) | 2 GB de RAM e 16 GB |
| Anos de actualizações | Nenhuma das marcas publica um compromisso |
| Fonte | Folhetos de strong-eu.com, manuais da mPTech e lista da Google Play |
Várias fichas deste directório acabam da mesma maneira: se já não cabe nada no televisor, deixe-o como ecrã e ponha um aparelho à frente. O degrau de entrada desses aparelhos são as pens HDMI vendidas em qualquer loja europeia, e os leitores chegam sempre com a mesma pergunta. Arranjam mesmo um televisor velho, ou limitam-se a deslocar o problema uns centímetros?
A resposta depende do modelo, e decide-se com uma cifra. Aqui estão as cifras de treze deles.
De onde sai a lista
Do directório de dispositivos da Google Play, que este sítio tem descarregado por inteiro. Das suas 2.437 linhas, 121 são leitores, e essas 121 distribuem 67 marcas por 88 plataformas. Ou seja: há menos aparelhos distintos do que nomes nas caixas, e o directório deixa ver qual é qual porque cada linha traz o nome técnico da plataforma.
A memória, a única coisa que não se amplia
A comparação que interessa está na ficha dos leitores externos: o Chromecast com Google TV tem 8 GB e 2 GB, o Google TV Streamer 32 GB e 4 GB e a Xiaomi TV Box S de segunda geração, 8 GB e 2 GB. Ao lado disso, assim fica a gama barata, cada cifra tirada do folheto técnico do próprio fabricante:
- Strong LEAP-S3 PRO (
RMQ): 4 GB de RAM e 32 GB de eMMC. - Strong LEAP-S4 (
YYC): 2 GB DDR4 e 64 GB. - Strong LEAP-NOVA (
CXR): 2 GB DDR4 e 32 GB, Amlogic S905X5M-J. - Strong LEAP-S3 e Thomson LEAP-S3+ (
YDA): 2 GB e 16 GB. - BOXY 4K Android TV Box (
YYC): 2 GB e 16 GB. - Strong SRT41 (
YYT): 2 GB DDR4 e 8 GB. - Strong LEAP-NEVE e Blaupunkt BPTV30 (
KHH): 2 GB e 8 GB. - techBITE Flix TV Box (
DV8219): 2 GB e 8 GB. - Strong LEAP-UNA+ (
BKK): 1 GB DDR4 e 8 GB. - Hykker Smart Box (
DV8038): 1 GB e 8 GB.
Leia outra vez com o Chromecast na cabeça. Sete destes dez têm 8 GB, exactamente os mesmos 8 GB por causa dos quais o televisor ficou sem espaço. Comprar um desses não resolve o problema: repete-o, e ainda com mais um comando.
Os dois de 1 GB de RAM são outra coisa. A Hykker Smart Box que a Biedronka pôs na Polónia por 179 zł é um Amlogic S805X a 1,2 GHz com Android TV 8.0 Oreo e tecto de 1080p; o manual di-lo na linha «Pamięć RAM / Flash: 1 GB / 8 GB». A Strong LEAP-UNA+ é de 2026, leva Android 14 e fica na mesma por 1 GB e Full HD. Uma pen assim não é um televisor novo: é o mesmo televisor lento, com outro ecrã inicial.
Os três de cima é que mudam alguma coisa. Com 32 ou 64 GB cabem as aplicações que usa mais as actualizações dos próximos anos, que era precisamente o que faltava.
Porque é que a Strong tem aqui plataforma própria
A Strong é da Skyworth desde 2015, e escreve-o no seu próprio sítio: «STRONG Group, a Skyworth company», e «em 2015 a STRONG passou a fazer parte do SKYWORTH Digital Group, fabricante líder mundial de descodificadores».
Isso explica uma estranheza do directório. Das 109 marcas que declaram o
modelo AI PONT, só cinco têm alguma plataforma que mais ninguém partilha, e
as duas da Strong são precisamente estas pens: BKK é a LEAP-UNA+ e CXR é a
LEAP-NOVA. Os seus televisores andam sobre plataformas partilhadas com dezenas
de marcas; as suas pens, não. A empresa que está por trás faz há trinta anos
caixas ligadas ao televisor, e nota-se em qual dos dois produtos põe desenho
próprio. Está desenvolvido na ficha Kivi e
Strong.
A caixa da loja e a da marca são a mesma
Isto é o que o directório mostra melhor, e que nenhuma caixa diz:
KHHé declarado pela Strong, Blaupunkt, Mecool e Skyworth. O folheto da Strong LEAP-NEVE e a ficha da Blaupunkt BPTV30 dão o mesmo Realtek RTD1325, os mesmos 2 GB e os mesmos 8 GB. São o mesmo aparelho.YDAé declarado por sete marcas: Strong, Thomson, Skyworth, Mecool, Next, COOCAA e QVWI. A da Thomson chama-se, literalmente,LEAP-S3+, que é o nome de produto da Strong.YYCé declarado pela Strong, BOXY, Mecool e Skyworth.ts401é declarado pela CCC e pela TVCore, duas marcas sem sítio de produto. O mesmots401está documentado como a pen que a Foxconn fabrica para um operador japonês, com Amlogic S905Y4, 2 GB e 8 GB.DV8038, o da Hykker da Biedronka, é também uma caixa de operador vendida no Brasil, e partilha prefixo com as caixas da MEO, da Play, da Sky Suíça e da TVPLUS. Nenhuma fonte descarregada nomeia o fabricante, por isso aqui não se nomeia: o que se vê é a sobreposição.
E um dado que nenhuma das duas marcas polacas põe na caixa: o manual da Hykker e o da techBITE trazem os mesmos dados de fabricante, mPTech Sp. z o.o., Nowogrodzka 31, Varsóvia. A marca de supermercado e a marca de loja de informática são a mesma empresa.
Google TV certificado: aí a diferença é real
Estar na lista de dispositivos da Google Play significa que o aparelho passou a certificação, e portanto que traz Play Store, serviços da Google e actualizações de sistema pela internet. Todos os desta ficha estão lá, e a Strong repete-o produto a produto: «Google TV certified stick (Android 14)». Não é pouco: a alternativa barata da feira é uma caixa sem certificação, onde a Netflix não passa da definição padrão.
O que a certificação não diz é quanto tempo vai durar. Nenhuma destas marcas publica um compromisso de actualizações. A tabela de conformidade PSTI da Strong, que é onde uma marca escreve até quando mantém cada produto, lista só routers, repetidores e câmaras: nem um único LEAP. A garantia alargada de quatro anos também não os cobre, porque o próprio texto diz «só para os produtos da gama Home Networking». Da techBITE e da Hykker não há nada a procurar: os seus dois aparelhos saíram com Android TV 8.0 Oreo em 2018 e aí ficaram.
O que se pode tirar
Aqui a boa notícia. São Android TV com Play Store, por isso vale tudo o que
este sítio explica para um Google TV: activa-se a depuração em Definições →
Preferências do dispositivo → Acerca de, carregando sete vezes no número de
compilação, e depois em Opções de programador → Depuração USB. A partir
daí, adb shell pm list packages e a olhar.
Saem sem discussão as aplicações de streaming que não usa e os jogos
pré-instalados. Não se toca em com.google.android.gms, nem no lançador
enquanto não tiver outro a funcionar, nem em nada do emparelhamento do
comando. Num aparelho com 8 GB, tirar quatro aplicações que não abre é a
diferença entre a próxima actualização entrar e não entrar.
Então, arranja o televisor velho?
Depende do modelo, e agora já sabe de qual. Uma pen com 32 GB arranja-o: põe sistema novo, processador novo e anos de margem pela frente. Uma com 8 GB não arranja nada, porque o problema que vinha resolver eram os 8 GB. E uma com 1 GB de RAM é pior do que não fazer nada.
O que nenhuma toca é o painel: o brilho, o contraste e o HDR do seu televisor continuam a ser os mesmos. Se o que o incomodava era a imagem, isto não é a solução.
E antes de gastar, veja se basta mudar de aplicação em vez de mudar de aparelho: está em leitores leves para um televisor antigo.