Leitores leves para um televisor antigo
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Num televisor com 1 GB de RAM, escolher o leitor não é questão de gosto: é a diferença entre funcionar e não funcionar.
O que torna uma aplicação pesada
- Carregar capas e metadados da rede ao abrir.
- Manter serviços a correr em segundo plano.
- Interfaces com animações e desfoques.
- Motores web incorporados para partes da interface.
As aplicações oficiais das grandes plataformas fazem as quatro coisas. É por isso que são lentas em hardware modesto, e nenhuma definição muda isso.
Alternativas conhecidas
Kodi. Media center livre, muito configurável, com uma versão para Android TV. É pesado, e pode aliviar-se bastante mudando o tema e desligando o que não usa.
Jellyfin. Cliente livre para o seu próprio servidor. A aplicação para televisor é notavelmente leve.
Plex. Semelhante no conceito, com parte do serviço na nuvem.
VLC. Para reprodução directa de ficheiros, sem biblioteca e sem metadados. O mais leve de todos, de longe.
Instalam-se a partir da Play Store ou do sítio oficial de cada projecto. Este sítio não aloja nem distribui ficheiros de aplicações, e não o fará: eis porquê.
Medir a diferença
Antes e depois de instalar seja o que for:
adb shell dumpsys meminfo | head -20
E para ver quanto usa uma aplicação concreta enquanto a usa:
adb shell dumpsys meminfo com.example.package
É assim que «parece mais lento» se transforma num número.
Uma palavra sobre a reprodução em rede
Num televisor antigo, o estrangulamento muitas vezes não é a aplicação mas a descodificação de vídeo. Se o hardware não suporta um codec, o leitor fá-lo por software e o resultado engasga-se faça o que fizer.
Para ver o que o seu aparelho suporta:
adb shell dumpsys media.player | grep -i codec
Se o seu televisor não descodifica AV1 ou HEVC de 10 bits por hardware, nenhuma aplicação o salva. Aí a resposta é um leitor externo.