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NVIDIA SHIELD TV e SHIELD TV Pro: o que trazem e o que se pode tirar

· 8 min de leitura

Ficha visual do NVIDIA SHIELD TV e SHIELD TV Pro com os dados principais
NVIDIA SHIELD TV e SHIELD TV Pro: os dados que definem o aparelho
Ficha técnica
SHIELD TV (2019)2 GB de RAM e 8 GB de armazenamento, ampliável por microSD
SHIELD TV Pro (2019)3 GB de RAM e 16 GB de armazenamento, com duas USB 3.0
SHIELD TV (2015 e 2017)16 GB; o Pro de 2015, disco de 500 GB. A RAM não é publicada
ProcessadorTegra X1+ com GPU de 256 núcleos nos dois modelos de 2019
SistemaAndroid 11.0 com Android TV, segundo a ficha técnica da NVIDIA
Versões publicadas44 diferentes entre as três páginas da NVIDIA
Datas do Download CenterDe 6.0.0 a 06/10/2017 até 9.2.1 a 12/05/2025
O modelo de 2015Uma imagem 9.2.1 publicada a 12/05/2025
O buracoTrês anos entre 9.0.0 (09/02/2022) e 9.2.0 (11/02/2025)
Preço149,99 e 199,99 dólares; sem preço em euros em nvidia.com
EPRELSem registo: NVIDIA e SHIELD devolvem zero resultados

Este directório tem setenta fichas a repetir o mesmo com marcas diferentes: quem põe o nome no televisor não o fabrica, a memória não se publica e o suporte acaba ao fim de três anos. O SHIELD está aqui porque é o contra-exemplo. E um contra-exemplo olha-se com as datas à frente, não com nostalgia.

Quatro plataformas que não partilha com ninguém

A lista oficial de dispositivos do Google Play que este sítio usa tem 2437 linhas. A NVIDIA ocupa cinco, repartidas por quatro códigos de plataforma: foster, darcy, sif e mdarcy. Nenhum dos quatro aparece sob outra marca em toda a lista. Não é o caso normal: dos 390 códigos do ficheiro, 112 são partilhados por duas ou mais marcas, porque o aparelho é feito por um terceiro e cada um lhe põe o seu logótipo em cima.

O que é cada código, segundo aquilo que a própria NVIDIA publica:

  • foster é o de 2015. O README do ramo rel-22r2-golden-fostermp-partner traz a tabela de produtos: foster_e é o SHIELD Android TV Base e foster_e_hdd o Premium, o do disco de 500 GB. Essa mesma tabela continua no ramo de 6.2.0 e 6.3.0, que a NVIDIA marca como sendo de 2015 e de 2017.
  • darcy é de 2017. As três publicações de código do SHIELD TV China saem de ramos imaster_n_darcy_ota, e o seu README compila com lunch darcy_ironfist-userdebug.
  • sif e mdarcy não aparecem em nenhuma página viva da NVIDIA. Na lista da Google são «SHIELD TV» e «SHIELD TV Pro», ou seja o par de 2019 e os únicos dois que a marca ainda vende.

Os anos, contados com as datas da NVIDIA

A página de notas de versão da NVIDIA não traz nenhuma data. As datas estão noutro sítio: no JSON do Download Center, onde cada imagem de recuperação tem o seu dia. Somando essa página, as notas de versão e a página de código aberto, dão 44 versões diferentes do software do SHIELD.

Datadas, vão de 6.0.0 a 6 de Outubro de 2017 até 9.2.1 a 12 de Maio de 2025. Antes de 2017 há mais, até às imagens de fábrica «MP1», «MP2» e «MP3» do modelo de 2015, mas a NVIDIA já não publica a data dessas.

O dado que nenhuma outra ficha deste sítio pode mostrar está nos nomes dos ficheiros: a imagem 9.2.1 de 12 de Maio de 2025 existe para o SHIELD ANDROID TV 2015. Um aparelho de 2015 com software novo dez anos depois. E a última publicação de código, a 9.2.2, continua a dizer «SHIELD TV (2015, 2017, 2019 edition)».

Agora a parte incómoda, que está nas mesmas datas. Entre 9.0.0, de 9 de Fevereiro de 2022, e 9.2.0, de 11 de Fevereiro de 2025, não há nada. Três anos e dois dias. Não é um suporte constante: é um suporte que parou e voltou. A nota mais recente, a 9.2.4, diz que «as correcções de segurança estão actualizadas a Janeiro de 2026», mas essa página não diz a que modelos chega, por isso esta também não diz.

Android: os três ficaram-se pelo 11

Isto sai das notas de versão, à letra. A 7.0 trouxe o Android 8.0 Oreo. A 9.0 tem por título «Android 11 comes to SHIELD TV», e a página de código aberto marca essa 9.0.0 como sendo de 2015, 2017 e 2019: os três subiram ao Android 11.

E os três ficaram-se por aí. As duas fichas técnicas que a NVIDIA ainda tem vivas hoje, a do SHIELD TV e a do Pro, continuam a dizer «Android 11.0 powered by Android TV». Um aparelho vendido novo em 2026 com o Android de 2022.

Os níveis de correcção que a NVIDIA escreve mesmo nas notas são cinco: Junho de 2020, Dezembro de 2020, Setembro de 2021, Abril de 2022 e Janeiro de 2026. Entre Abril de 2022 e Janeiro de 2026 não há nenhum escrito.

Ilustração. Decorativa: os detalhes estão nos diagramas do texto.

Memória: aqui há números

A NVIDIA é das poucas que publica a RAM, e publica-a na ficha de cada modelo:

  • SHIELD TV (2019): Tegra X1+ com GPU de 256 núcleos, 2 GB de RAM e 8 GB de armazenamento, ampliável por microSD.
  • SHIELD TV Pro (2019): o mesmo Tegra X1+, 3 GB de RAM e 16 GB, com duas portas USB 3.0 para lhe pendurar um disco.

Dos antigos só resta o armazenamento, nas descrições do Download Center: 16 GB o de 2015 e o de 2017, 500 GB o Pro de 2015. A RAM desses dois não está em nenhuma página viva da NVIDIA.

Há mais um número que quase ninguém publica e a NVIDIA publica: o consumo. A ficha do Pro diz «adaptador de 40 W» e «5-10 W de consumo típico». A do tubo diz apenas que a fonte vai integrada, sem número nenhum ao lado. É pouco, mas é mais do que dão quase todas as fichas deste directório, onde o consumo tem de ser tirado da etiqueta energética.

A ficha dos leitores externos dá os números para comparar, e o resultado é menos brilhante do que o nome soa. O SHIELD TV de 2019 tem exactamente o que tem um Chromecast com Google TV: 2 GB e 8 GB. O que o salva é a ranhura microSD, que o Chromecast não tem. O Pro, com 3 GB, é o número de RAM mais alto de todo este sítio, mas os seus 16 GB ficam abaixo dos 32 GB do Google TV Streamer.

O que traz e o que se pode tirar

É um Android TV com Play Store, por isso vale tudo o que este sítio explica para um Google TV, com os mesmos caminhos de menu. A NVIDIA usa no seu próprio guia Definições → Preferências do dispositivo → Acerca de, e é aí dentro que estão tanto o número de compilação como as actualizações.

Pré-instalado, segundo a ficha técnica da NVIDIA: GeForce NOW, Netflix, YouTube, Amazon Prime Video, Google Play Movies & TV, Freevee, Vudu, Amazon Music, a Play Store, YouTube Music, PLEX e Google Play Games. No Pro, ainda o servidor Plex.

Dessa lista sai sem discussão tudo o que não abrir: com.netflix.ninja, com.amazon.amazonvideo.livingroom, com.google.android.videos, com.google.android.youtube.tvmusic e com.google.android.play.games.

Não se mexe em com.google.android.gms nem em com.google.android.tvlauncher enquanto não tiver outro lançador a funcionar, nem em nada do emparelhamento do comando.

Com as aplicações próprias da NVIDIA vai-se às cegas, e convém dizê-lo: a base de pacotes deste sítio não tem uma única entrada com.nvidia.. Antes de tirar seja o que for da marca, tire a lista do próprio aparelho com pm list packages e leia-a. Há um aviso nas notas da 9.2 que dá o tom: instalá-la retira o SHIELD da integração com a Google Home.

Compensa hoje?

Com as datas à frente, a resposta parte-se em duas.

A favor: é o único aparelho deste directório com um histórico de actualizações que se verifica ficheiro a ficheiro, e com um modelo de 2015 ainda lá dentro em 2025. Tem ethernet gigabit, memória ampliável e a RAM publicada. Nenhuma destas quatro coisas é habitual.

Contra: o hardware é de 2019, o sistema é o Android de 2022, houve três anos sem uma única versão, e a NVIDIA pede 149,99 dólares pelo tubo e 199,99 pelo Pro. Nas suas páginas europeias não há preço em euros, por isso o que pagar aqui depende da loja. Por dinheiro parecido há leitores com mais memória e com uma promessa de suporte escrita, que o SHIELD não tem: a NVIDIA nunca publicou até quando o vai actualizar.

Também não espere a etiqueta europeia: os descodificadores não a levam, e o EPREL, consultado, devolve zero resultados tanto para NVIDIA como para SHIELD.

Se o que tem é um televisor sem actualizações, antes de gastar veja o que ainda se pode fazer. Mudar de aparelho não é o primeiro passo.

Se tiver um

A lista de pacotes tal como o seu SHIELD a devolve, com a versão do SHIELD Experience ao lado, vale mais do que qualquer análise: é a única coisa que diz o que vinha mesmo de fábrica e até onde chegou o seu.

Tudo o que está aqui aplica-se a um aparelho que lhe pertence, e toda a desinstalação é reversível. Os limites deste projecto: O que fazemos e o que não