Xiaomi TV F e F Pro 2026: o que trazem de fábrica e o que se lhes pode tirar
· 8 min de leitura
| Ano | 2026 |
|---|---|
| Sistema | Fire TV |
| Resolução | 3840 × 2160; os de 32" são 1366 × 768 |
| Frequência | 60 Hz |
| Brilho | 200/240 nits no F 43; 300/350 no F Pro 55 |
| HDR | HDR10 e HLG no F 43; o F Pro 55 acrescenta HDR10+ |
| Memória | 2 GB de RAM e 32 GB; 1,5 GB e 8 GB nos de 32" |
| Som | 2 × 10 W nos dois modelos documentados |
| Processador | MediaTek MT9026, quatro núcleos A55 a 1,53 GHz |
| Ligações | 3 × HDMI, uma delas 2.1 com eARC e ALLM |
| Tamanhos | 32", 43", 50", 55" e 65"; o F Pro acrescenta 75" |
A Xiaomi vende há anos televisores com Google TV. Estes não. As séries F 2026 e F Pro 2026 estão construídas sobre Fire TV, o sistema da Amazon, e a própria Xiaomi di-lo sem rodeios nas suas perguntas frequentes: «O sistema operativo do Xiaomi TV F Pro 55 2026 é Fire TV». A mesma frase, palavra por palavra, aparece para o F 43.
Se vem de um Xiaomi anterior, isso significa outra loja, outros nomes de pacote e outro ecrã inicial. Quase nada do que aprendeu a limpar no televisor anterior lhe serve aqui tal e qual.
O que são estes televisores
Duas famílias que partilham praticamente toda a electrónica. Em 4K, a série F
são os modelos L43MB-FAEU, L50MB-FAEU, L55MB-FAEU e L65MB-FAEU; a
série F Pro são L43MB-FPEU, L50MB-FPEU, L55MB-FPEU, L65MB-FPEU e
L75MB-FPEU. Todos partilham painel de 3840 × 2160 a 60 Hz, quatro núcleos
Cortex-A55, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento.
Sim, ambas. Mesma resolução, mesma frequência, mesmo processador, mesma memória.
Os de 32 polegadas são outro aparelho
Convém dizê-lo cedo. O L32MB-FAEU e o L32MB-FPEU não são versões pequenas
do anterior: são televisores diferentes. Painel de 1366 × 768, 1,5 GB de RAM,
8 GB de armazenamento e um processador mais modesto, quatro núcleos
Cortex-A53 no F e Cortex-A35 no F Pro.
Com 8 GB, a limpeza que esta página explica deixa de ser cosmética. É o que vai decidir se daqui a dois anos o televisor ainda tem espaço para instalar as suas próprias actualizações.
Onde o F e o F Pro diferem mesmo
Aqui está o dado que quase ninguém conta. A Xiaomi publica uma ficha técnica detalhada de exactamente dois modelos destas séries, o F 43 2026 e o F Pro 55 2026. Postas lado a lado, mostram onde está o «Pro»:
Brilho. O F 43 declara 200 nits mínimos e 240 típicos. O F Pro 55 declara 300 mínimos e 350 típicos.
HDR. O F 43 aceita HDR10 e HLG, e mais nada. O F Pro 55 aceita HDR10+ além de HDR10 e HLG.
E pouco mais. O resto coincide: resolução, 60 Hz, Cortex-A55 a 1,53 GHz sobre plataforma MediaTek MT9026, 2 GB de RAM, 32 GB, três portas HDMI, 2 × 10 W de som, Wi-Fi 802.11ac, Bluetooth 5.0, três antenas e um contraste declarado de 5000:1. O F Pro 55 acrescenta, isso sim, painel QLED e uma cobertura DCI-P3 de 92 % contra os 76 % do F 43.
Dito com clareza: se paga pelo «Pro» à espera de mais televisor, o que compra é um painel mais brilhante, com mais cor e um formato HDR a mais. Não compra mais potência, nem mais memória, nem mais fluidez. O sistema vai andar exactamente igual num e noutro, e por isso a limpeza sabe igualmente bem aos dois.
As portas
Os dois modelos documentados trazem três HDMI. No F 43, uma delas é HDMI 2.1 com eARC e ALLM. No F Pro 55, duas são HDMI 2.0 e a terceira é 2.1, também com eARC e ALLM. Há ainda uma ranhura CI+, uma saída de áudio digital óptica, uma porta RJ45, USB 2.0 e duas tomadas de antena.
O que não há: USB 3.0, saída de auscultadores e VGA. Nem microfone: ambos declaram não suportar activação por voz, portanto o televisor não está a ouvir a sala. O que se diz à Alexa passa pelo comando.
O que o fabricante não publica
Essas duas fichas detalhadas são as únicas da série. Das restantes polegadas só há manual, e o manual não traz brilho, nem HDR, nem número de portas HDMI, nem potência de som.
Portanto não sabemos se o F Pro de 43 chega também aos 350 nits, se o F de 65 fica pelos 240, nem se os de 32 fazem HDR. É razoável supor que cada série é coerente consigo mesma, mas supor não é saber, e aqui não vamos preencher o buraco a olho.
Também não aparece em lado nenhum que versão de Fire OS trazem de fábrica.
Ser um Fire TV muda a lista inteira
Se vem de um Xiaomi com Google TV, esqueça os nomes que sabia:
Não há pacotes da Google. Nada de com.google.android.tvlauncher nem de
com.google.android.gms. Aqui o prefixo que manda é com.amazon..
Não há Play Store. A loja é a Appstore da Amazon (com.amazon.venezia),
com um catálogo bastante mais pequeno. Se exagerar a tirar coisas, voltar
atrás custa mais do que num Google TV.
O ecrã inicial é da Amazon, e é mais comercial do que o do Google TV: a fila de cima nem sempre é o que estava a ver, mas o que a Amazon lhe quer mostrar. É a razão principal por que se chega a páginas como esta.
O ADB funciona igual. O Fire OS é Android por baixo, portanto os comandos são os mesmos de qualquer outra ficha deste sítio. O que muda é a lista de nomes, não o método.
Como saber se esta ficha é a do seu televisor
Em Definições → O meu Fire TV → Acerca de aparecem o modelo e a versão de
Fire OS. Com o ADB ligado, getprop ro.product.model dá o mesmo sem navegar
por menus.
Leia o código com calma: se começa por L32MB, o que lhe toca é a secção dos
32 polegadas; se termina em -FPEU, tem um Pro.
O que sai sem pensar muito
As aplicações de streaming que não usa. Estes televisores chegam com Netflix, Prime Video e YouTube certificados de fábrica, e no comando costuma haver botões dedicados. O botão fica mesmo depois de tirar a aplicação: simplesmente deixará de levar a lado nenhum.
O que convém ver antes
No Fire TV há duas definições que tiram boa parte do ruído sem ADB e sem risco nenhum: em Definições → Preferências → Definições de privacidade desactivam-se a recolha de dados de utilização do dispositivo e os anúncios baseados em interesses. Comece por aí: é metade do trabalho, e não pode partir nada.
O que não se deve tocar
O lançador (com.amazon.tv.launcher), enquanto não tiver outro instalado e a
funcionar. No Fire TV isto é mais delicado do que no Google TV, porque há
menos alternativas e a loja da Amazon não as oferece.
A loja (com.amazon.venezia): sem ela não pode reinstalar nada do que tirar,
e no Fire OS isso é um caminho sem volta.
E tudo o que tem que ver com o comando e o seu emparelhamento por bluetooth. Nestes televisores o comando é só bluetooth (a Xiaomi confirma que não leva infravermelhos), portanto se deixar de responder não há um comando universal barato que o tire do aperto.
Aponte o que tira
A Amazon reactiva coisas com as actualizações mais vezes do que a Google. Guarde a lista num ficheiro de texto com o comando inteiro ao lado, e guarde também a lista completa de pacotes antes de tocar em seja o que for: é o único retrato fiel de como o televisor lhe chegou, e com ela recuperar o estado que tinha é um copiar e colar.
O que se nota mesmo
Um ecrã inicial bastante menos comercial, espaço recuperado (que nos de 32 polegadas conta muito mais do que é habitual) e menos actividade em segundo plano.
O que não muda: os 60 Hz do painel, os nits que lhe calharam e o HDR da sua série. Nada disso depende das aplicações instaladas.
Se o hardware lhe ficar curto
Com 2 GB de RAM nenhum destes televisores vai andar depressa por muito que o esvazie, e com 1,5 GB menos ainda. Se depois da limpeza o seu continuar a custar, a saída razoável é deixá-lo como ecrã e pôr à frente um leitor externo. O painel continuará a dar o mesmo, que é o que pagou.
Tudo isto se desfaz
Os pacotes desactivados a partir do ADB voltam com um comando, e uma reposição de fábrica devolve o televisor ao estado em que saiu da caixa. Conte ainda com que alguma actualização da Amazon lhe devolva sozinha alguma das coisas que tirou.
Se tem um
Há muito menos listas de pacotes de Fire TV publicadas do que de Google TV, e destas séries de 2026 ainda não há nenhuma. Se nos enviar a do seu televisor ( sobretudo se for de uma polegada diferente das duas que a Xiaomi documenta ) a próxima pessoa que procurar este modelo encontrará o trabalho feito.