Por televisor

Sony BRAVIA 5: o que traz de fábrica e o que se lhe pode tirar

· 6 min de leitura

Ficha visual do Sony BRAVIA 5 com os dados principais
Sony BRAVIA 5: os dados que definem o aparelho
Ficha técnica
Ano2025
SistemaGoogle TV
Resolução4K UHD
PainelVA Mini LED
Frequência120 Hz nativos, intervalo de 48 a 120 Hz
BrilhoCerca de 900 nits medidos em janela de 25 %
Zonas de atenuaçãoCerca de 240 contadas no de 65"; a Sony não publica o número
HDRDolby Vision, HDR10 e HLG; não aceita HDR10+
Som40 W Acoustic Multi-Audio com Dolby Atmos e DTS:X
ProcessadorXR Processor com XR Backlight Master Drive
Ligações4 HDMI, dos quais só 2 são 2.1
Tamanhos55", 65", 75", 85" e 98"

O BRAVIA 5 é o Mini LED com que a Sony cobriu em 2025 o troço que fica mesmo por baixo dos seus modelos mais caros. E como todos os Sony recentes, chega com Google TV por cima: um sistema que a própria Sony deixa bastante mais limpo do que os restantes fabricantes, mas que continua a dedicar meio ecrã inicial a recomendar-lhe coisas.

Esta ficha é para quem já o tem em casa.

O que é, em duas linhas

Um 4K de 2025 com painel VA e retroiluminação Mini LED, a 120 Hz nativos —o intervalo vai de 48 a 120 Hz, por isso aqui não há 144— e com o processador XR da Sony a governar a retroiluminação.

No brilho, o que foi medido no modelo europeu de 65 polegadas ronda os 900 nits em janela de 25 % em modo Professional, e fica um pouco abaixo dos 1.000 em modo padrão. A Sony não declara números de nits, e também não publica quantas zonas de atenuação tem: quem as contou no de 65 polegadas fala de cerca de 240, embora nas análises norte-americanas apareça um número bastante maior. Com essa discrepância em cima da mesa, o honesto é dizer que o número exacto não está confirmado e que além disso muda com a polegada.

Um pormenor que convém ter claro antes de ligar seja o que for: das suas quatro portas HDMI, só duas são 2.1. E uma dessas duas é também o eARC. Se tem consola e barra de som, aí tem de pensar um momento.

E outro: aceita Dolby Vision, mas não aceita HDR10+.

Antes de tocar em nada, se tiver uma PlayStation

Como o resto da gama, este modelo traz funções que só se activam com uma PS5 ligada, e que dependem de o televisor e a consola falarem por HDMI e de partes do próprio sistema do televisor.

Não são uma aplicação que possa listar e tirar, mas são uma razão para não andar a desactivar pacotes de sistema às cegas neste aparelho. Se joga na PS5: tire-lhe aplicações, isso é seguro, e deixe em paz tudo o que não souber nomear.

Como saber se esta ficha é a do seu televisor

A Sony reutiliza o nome BRAVIA em muitas gamas e muitos anos, e a referência de loja muda conforme o país: o mesmo televisor pode chamar-se de uma maneira em Espanha e de outra nos Estados Unidos, onde ainda por cima esta série se vende com outro número.

Em Definições → Sistema → Acerca de aparecem o modelo e a versão do Android, que neste é a 12. Com o ADB ligado, getprop ro.product.model e getprop ro.build.version.release dão o mesmo sem andar pelos menus.

O que traz de fábrica

O da Google. O lançador (com.google.android.tvlauncher), o motor de recomendações (com.google.android.tvrecommendations), a pesquisa por voz (com.google.android.katniss) e os serviços (com.google.android.gms). Num Sony esta camada pesa proporcionalmente mais do que noutras marcas, precisamente porque o fabricante acrescenta menos.

O da Sony. Menos do que se esperaria: as aplicações próprias de conteúdo e algum assistente de configuração. Os nomes exactos mudam entre versões de firmware, por isso liste as suas em vez de confiar numa lista copiada da internet.

O dos outros. Netflix, Prime Video, Disney+ e companhia chegam instaladas e, em muitas unidades, com botão próprio no comando. O botão continua lá depois de tirar a aplicação; simplesmente deixa de levar a lado nenhum.

Ilustração. Decorativa: os detalhes estão nos diagramas do texto.

O que sai sem grande pensar

As aplicações de streaming que não usa. Ocupam, actualizam-se sozinhas e aparecem na linha de recomendações. Se amanhã se inscrever numa, reinstala-se da loja em dois minutos.

Os canais de conteúdo gratuito que enchem o ecrã inicial são o segundo caso claro. Estão lá para isso.

O que convém olhar antes

O motor de recomendações. Desactivá-lo deixa o ecrã inicial limpo, sim, mas também esvazia a linha de «continuar a ver», que numa casa com várias pessoas faz mais falta do que se julga.

E antes de tocar em qualquer pacote, passe pelas definições de privacidade do próprio televisor. Nos Sony recentes há bastante que se reduz a partir dali, sem ADB e sem risco nenhum. Esse caminho primeiro.

O que não se toca

Os serviços do Google Play. São a base da loja, das contas e de boa parte das aplicações. Sem eles o televisor arranca e pouco mais.

O lançador, enquanto não tiver outro instalado e a funcionar. Um televisor sem lançador liga num ecrã preto, e resolver isso só com o comando é bastante mais difícil do que ter pensado nisso antes.

Tudo o que comece por com.android. sem saber o que é: com.android.systemui é a interface do sistema e com.android.settings são as próprias definições.

E neste modelo com mais razão: qualquer coisa relacionada com HDMI, com a entrada de vídeo ou com o controlo de aparelhos externos. Por aí passam a história da consola, o eARC da barra de som e os 120 Hz.

O que se nota de verdade

Como a Sony traz menos acrescentos do que outras marcas, o que se ganha é mais modesto do que num televisor carregado de aplicações do fabricante: o ecrã inicial deixa de lhe propor séries de serviços que não tem, desaparecem as notificações de conteúdo, e o aparelho responde um pouco mais cedo ao comando nos primeiros segundos depois de ligar.

O que não muda: o brilho, as zonas, o processamento de imagem, o som nem o input lag. Tudo isso vive por baixo das aplicações, e é o que pagou.

Onde encaixa dentro da gama

Por baixo está o BRAVIA 3, que já não é Mini LED e fica-se pelos 60 Hz. Por cima, os modelos com mais controlo da retroiluminação e os OLED. Todos partilham o mesmo Google TV, por isso o que esta página diz vale para a gama inteira com muito poucas mudanças: o que os separa é o painel e o processador, não o software.

Tudo isto se desfaz

Nada do que aqui se explica é permanente. Os pacotes desactivados a partir do ADB voltam com um comando, e uma reposição de fábrica devolve o televisor exactamente ao estado em que saiu da caixa.

Aqui não se toca no sistema: apenas se diz ao televisor que não carregue algo que já lá está instalado.

Se tem um

A lista de aplicações do seu BRAVIA 5, tal como o aparelho a devolve, é a única coisa que falta para fechar a sua ficha no directório. Se lhe apetecer enviá-la, a próxima pessoa que procurar este modelo encontra o trabalho já feito.

Tudo o que está aqui aplica-se a um aparelho que lhe pertence, e toda a desinstalação é reversível. Os limites deste projecto: O que fazemos e o que não